Por que os videogames estão ficando tão caros?


Logo de início, já vou dar a resposta para essa pergunta: os videogames não estão ficando caros. Na verdade, o preço sempre foi alto. Lembro da minha infância, quando um console da Nintendo podia custar, em média, de 3 a 5 salários mínimos, enquanto uma fita original aqui no Brasil chegava a custar 1 ou até 2 salários mínimos. Mas o que devemos levar em consideração é que, naquela época, os consoles ainda eram uma forma de diversão de nicho e não tinham a mesma popularidade que possuem hoje. Atualmente, o acesso a um console também é mais fácil, graças à maior variedade de opções de compra e aos meios de pagamento facilitados.

Então, na verdade, ser gamer no Brasil sempre foi caro. Só que agora vamos enfrentar um problema a mais: o possível fim da mídia física. Com a redução cada vez maior da mídia física, a procura por consoles retrô, jogos antigos e mídias físicas tende a crescer bastante. Isso pode fazer com que o mercado seja inflacionado pela velha lei da oferta e demanda. Algo semelhante aconteceu durante a pandemia. Com as pessoas passando mais tempo em casa, a procura por videogames e consoles antigos aumentou consideravelmente, fazendo os preços subirem em muitos casos.

 O melhor momento para começar uma coleção pode ser agora;

Um conselho para os fãs de games que desejam começar uma coleção: a melhor hora pode ser agora. Os preços já estão subindo, mas ainda é possível encontrar consoles, jogos e discos por valores justos. No futuro, com a indústria cada vez mais voltada para o digital, encontrar determinadas mídias físicas poderá se tornar ainda mais difícil e caro.

Infelizmente, o futuro parece ser cada vez mais digital. Mas ainda podemos lutar contra essa mudança, valorizar nossas tradições e manter vivo o verdadeiro espírito gamer. Afinal, quem nunca assoprou uma fita, passou pasta de dente em um CD ou DVD riscado e fez de tudo para conseguir fazer aquele jogo funcionar? Talvez essas coisas pareçam ultrapassadas para as novas gerações, mas fazem parte da história de quem cresceu jogando videogame.

A mídia física pode até estar perdendo espaço, mas enquanto existirem jogadores dispostos a preservar essa história, ela nunca estará realmente morta.

Edição e matéria:

Cyzer





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